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SaaS do começo ao depois

Um laboratório que só entendeu o próprio trabalho no segundo mês.

O dia do lançamento é o mais barato do produto. O caro vem no mês seguinte, quando alguém precisa decidir o que muda com base no que os primeiros assinantes fizeram.

Prateleira com caixas de arquivo etiquetadas por versão do produto

A equipe entregou um produto por assinatura completo, dentro do prazo, com tudo o que a proposta prometia. Houve comemoração no dia em que subiu, e ninguém voltou a abrir o painel na semana seguinte.

Trinta dias depois o cliente ligou com uma pergunta simples: das oitenta contas criadas, quantas voltaram? Ninguém sabia. Não havia número combinado, e o que existia no registro não respondia isso.

Levou um mês para descobrir que metade das contas parava na mesma tela, uma importação de planilha que falhava em silêncio com arquivos grandes. Um mês de produto no ar para achar algo que dez contas acompanhadas mostrariam em três dias.

Desde então o lançamento é em degraus, os quatro números são combinados antes do ar e a casa fica até o terceiro mês. O que aprendemos naquele mês perdido virou metade do que vendemos hoje.

Degrau antes de porta aberta

Dez contas acompanhadas ensinam mais que duzentas sem ninguém olhando.

Número combinado antes

Definir o que se mede depois do ar é tarde demais para comparar.

A semana um tem nome

Alguém responde no mesmo dia, com horário definido em contrato.

Cortar é construir

Função que ninguém abre custa manutenção e atrapalha quem chega.

Seis hábitos do depois

O que separa um produto que cresce de um produto que só existe

Todo serviço por assinatura entra no ar. Poucos têm combinado, por escrito, quem olha o quê na segunda-feira seguinte. Estes seis hábitos são a parte do trabalho que fica com a sua equipe.

01

Lançamento em degraus

Primeiro a equipe da casa, depois dez contas conhecidas, depois o resto. Cada degrau tem critério escrito para subir ou voltar, e voltar não é fracasso: é o degrau fazendo o trabalho dele.

02

Medida antes de opinião

Quatro números combinados antes do ar — entrada, primeiro uso de verdade, retorno na segunda semana e saída. Sem eles, a reunião do mês vira disputa de memória.

03

A primeira semana tem dono

Alguém acorda olhando o painel e responde no mesmo dia. Não é plantão para sempre: são catorze dias com nome e horário definidos.

04

O erro vira item, não lembrança

Toda falha vista pelo cliente entra numa lista com data, causa provável e o que foi feito. A lista é curta de propósito e revisada toda semana.

05

Uma mudança por vez, medida

Mexer em três telas ao mesmo tempo impede saber qual delas moveu o número. Uma por vez custa mais tempo e responde a pergunta.

06

O que cortar também é decisão

Função que ninguém abre depois de dois meses sai, com aviso a quem usa. Produto que só cresce fica caro de manter e difícil de entender.

Relógio de parede sobre o quadro de avisos da sala de operação
Antes de marcar

O que perguntam sobre o depois

Seis respostas escritas do jeito que as damos na conversa.

Vocês só acompanham lançamentos ou constroem o produto?

Construímos o serviço inteiro: recorte, telas, código, planos e pagamento, área do assinante, área interna e integrações. O lançamento e os três meses seguintes são o exemplo que usamos porque é a parte que quase ninguém contrata e que decide o resto.

Por que lançar em degraus e não de uma vez?

Porque com dez contas dá para conversar com todas e entender o que aconteceu. Com duzentas, o mesmo problema vira fila de atendimento e ninguém consegue olhar caso a caso.

O que vocês medem, exatamente?

Quantas contas entram, quantas chegam a fazer o trabalho principal pelo menos uma vez, quantas voltam na segunda semana e quantas saem. São quatro números simples, combinados antes do ar, e cada um tem uma definição escrita para não mudar de sentido no meio do caminho.

E se o produto tiver problema depois do ar?

Falha aparece em produto novo — a questão é o tempo até alguém saber. Existe monitoração com aviso, dono definido nas duas primeiras semanas, lista curta de falhas revisada toda sexta e tempo de resposta combinado por gravidade.

Dá para contratar só o acompanhamento?

Dá, e acontece bastante. Lemos o produto que já existe, combinamos os quatro números e entramos no ritmo mensal. Nesse caso pedimos duas semanas de leitura antes da primeira reunião.

Como é o pagamento?

O trimestre completo é dividido em três parcelas — escopo aprovado, produto em ensaio interno e produto aberto. O acompanhamento mensal é cobrado no início de cada mês, com trinta dias de aviso para encerrar.

Conte o que você pretende fazer na segunda-feira seguinte ao lançamento

Se a resposta for «ver como vai», vale conversar. É exatamente essa semana que costuma decidir o primeiro trimestre inteiro.